- Novo Plano Nacional de Cultura: o que muda no Brasil até 2035 e por que isso importa para viajantes e para o turismo
- Uma política de Estado para a cultura — não apenas de governo
- Participação social recorde: um plano construído a muitas mãos
- O que o Plano Nacional de Cultura prevê: os 8 eixos que vão redefinir o setor
- Por que isso importa para o viajante brasileiro?
- Tramitação no Congresso: o que vem agora
Resumo:
- Novo Plano Nacional de Cultura orientará políticas culturais do Brasil até 2035, com forte impacto no turismo, patrimônio e economia criativa.
- Documento foi construído com participação social recorde: mais de 25 mil pessoas, conferências, oficinas e consulta digital.
- Oito eixos estratégicos vão estruturar o setor cultural, incluindo fomento, patrimônio, cultura digital, economia criativa e ação climática.
Novo Plano Nacional de Cultura: o que muda no Brasil até 2035 e por que isso importa para viajantes e para o turismo
O Brasil acaba de dar um passo histórico na construção de uma política cultural moderna, participativa e sustentável.
Em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, o Ministério da Cultura (MinC) detalhou o novo Plano Nacional de Cultura (PNC) — um documento estratégico que orientará as políticas culturais brasileiras até 2035 e que pode transformar profundamente a experiência de quem viaja pelo país.
Construído a partir de ampla participação social, o PNC agora segue para análise do Congresso Nacional — e promete reorganizar o setor cultural, impulsionar a economia criativa, fortalecer o patrimônio e ampliar o acesso à cultura em todas as regiões.
Para quem ama viajar, consumir cultura, explorar patrimônios, festivais e roteiros históricos, esse plano tem impacto direto: ele influencia desde a preservação de centros culturais e museus até a criação de novos espaços, circuitos turísticos e incentivos para festas e manifestações regionais.
Uma política de Estado para a cultura — não apenas de governo
Durante a audiência, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou que o PNC consolida o que já está previsto na Constituição: cultura como direito de todos, com liberdade de expressão, valorização da diversidade e apoio aos trabalhadores do setor.
“A cultura gera economia, movimenta o PIB, gera renda e transforma territórios. É estruturante, estratégica e precisa ser compreendida como guia para um desenvolvimento justo e sustentável”, destacou a ministra.
Mais do que diretrizes, o novo PNC transforma a política cultural em política de Estado, garantindo continuidade e estabilidade para os próximos dez anos, independentemente de mudanças de governo.
O PNC 2026–2035 é considerado o mais participativo da história. Entre conferências, consultas públicas e oficinas presenciais, o processo reuniu:
- 25 mil pessoas envolvidas diretamente
- 85 mil acessos na consulta digital
- 1.000 propostas enviadas pela sociedade
- 24 mil votos na plataforma Brasil Participativo
- 27 oficinas territoriais em todos os estados e no DF
- 5 mil participantes da 4ª Conferência Nacional de Cultura
- Aprovação unânime pelo Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC)
Esse diálogo direto com comunidades tradicionais, gestores estaduais e municipais, artistas, coletivos culturais e especialistas garantiu um plano diverso, descentralizado e alinhado com a realidade cultural das regiões — do Brasil profundo às grandes capitais.

O que o Plano Nacional de Cultura prevê: os 8 eixos que vão redefinir o setor
O novo PNC foi estruturado em oito eixos estratégicos, cada um influenciando áreas que impactam diretamente o turismo, a mobilidade e a experiência cultural dos viajantes.
Fortalecimento da governança democrática, com foco em transparência, escuta permanente e controle social.
2. Fomento à Cultura
Ampliação e descentralização dos mecanismos de financiamento — essencial para festivais regionais, eventos culturais e manutenção de pontos de cultura.
3. Patrimônio e Memória
Valorização e proteção dos patrimônios material e imaterial brasileiros — fundamentais para o turismo histórico, religioso e comunitário.
4. Formação em Cultura
Qualificação de profissionais, formação de público e programas educacionais voltados à cultura.
5. Infraestrutura, Equipamentos e Espaços Culturais
Ampliação e modernização de museus, teatros, centros culturais e espaços de convivência.
Para quem viaja, esse eixo é essencial: novos equipamentos culturais fortalecem destinos e criam novas rotas turísticas.
6. Economia Criativa, Trabalho e Renda
Estímulo à cadeia produtiva da cultura, com proteção social e incentivo à economia criativa — hoje uma das áreas que mais cresce no turismo.
7. Cultura, Bem Viver e Ação Climática
Integração entre cultura e sustentabilidade, promovendo eventos, espaços e projetos alinhados à justiça climática.
8. Cultura Digital e Direitos Digitais
Fomento à produção digital, soberania tecnológica e inclusão cultural no ambiente online.
Por que isso importa para o viajante brasileiro?
Parceiro natural do turismo, o setor cultural é responsável por atrair visitantes, movimentar cidades inteiras e preservar tradições que se transformam em destinos — de grandes festivais a manifestações locais.
Com o novo PNC, o viajante deve perceber:
✔ Mais eventos regionais fortalecidos: Do Norte ao Sul, festivais de música, gastronomia, cultura popular e artes visuais tendem a crescer.
✔ Museus e teatros modernizados: Melhor experiência para quem visita cidades como São Paulo, BH, Recife, Salvador e Porto Alegre.
✔ Novos circuitos culturais e patrimoniais: Rotas temáticas e experiências imersivas devem ser estimuladas.
✔ Valorização de culturas tradicionais: Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades populares ganham mais visibilidade.
✔ Integração com mobilidade sustentável: Mais eventos e espaços culturais fortalecidos significa mais viagens internas — e opções como ônibus e caronas da BlaBlaCar se tornam ainda mais relevantes para quem quer explorar tudo isso de forma acessível.
Tramitação no Congresso: o que vem agora
Após a apresentação na Comissão de Cultura da Câmara, o PNC segue para análise e votação no Congresso.
Se aprovado, o Plano Nacional de Cultura entrará oficialmente em vigor e passará a orientar todas as políticas culturais federais entre 2026 e 2035.
Por que o PNC é um marco para cultura e turismo no Brasil?
- Dá estabilidade às políticas culturais por 10 anos, tornando a cultura política de Estado.
- Fortalece a economia criativa, que tem impacto direto no turismo, na geração de renda e em novos destinos.
- Amplia o acesso, protege patrimônios e incentiva eventos e equipamentos culturais — pilares essenciais para quem viaja.
O PNC 2026–2035 não apenas reorganiza o setor cultural: ele abre caminho para um Brasil mais diverso, criativo e vibrante — para quem vive e para quem viaja.
Fonte: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/em-audiencia-publica-na-camara-minc-detalha-novo-plano-nacional-de-cultura
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